Fabricante de vibrador é condenada por rastrear hábitos sexuais dos usuários. E não é só isso.

Fabricante de vibrador é condenada por rastrear hábitos sexuais dos usuários. E não é só isso.

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Com a primeira parte do título acima, o jornal O Globo traz uma matéria sobre uma falha em um vibrador high-tech chamado We-Vibe 4 Plus, da fabricante canadense de brinquedos eróticos Standart Inovation, que tem conexão bluetooth para controle por aplicativo de celular.

Hackers neozelandeses descobriram (e demonstraram na conferência Def Con do ano passado) uma falha de segurança que permite tanto que o brinquedo seja acionado por outras pessoas quanto que informações sobre os hábitos sexuais dos usuários sejam compartilhados. Resultado da ópera: indenizações de até US$ 7,5 mil aos adquirentes do brinquedinho (que custa US$ 119,00 nos EUA), totalizando algo em torno de US$ 3 milhões. A matéria de O Globo pode ser lida clicando-se aqui, diretamente no portal do jornal.

Embora esse caso específico tenha um viés quase cômico pela natureza do equipamento e pela dificuldade de um eventual abuso sexual remoto, como sugeriram os hackers, a análise tem que ser bem mais ampla. O que antes parecia apenas fruto da fértil imaginação de escritores e roteiristas de filmes de ficção, agora se está diante de situações que realmente podem nos atingir diretamente através de equipamentos que usamos no dia-a-dia. Computadores, celulares, televisores, geladeiras, veículos, entre outros, são potenciais meios de atingirem qualquer cidadão. A internet das coisas (IoT), a tecnologia cognitiva, e toda a evolução por trás está vinculada ao emaranhado da grande rede.

Casos como o do casal inglês flagrado pela câmera de sua televisão no sofá da sala fazendo sexo, cujo vídeo foi parar em site pornográfico (link da notícia aqui), celulares que gravam conversas mesmo desligados e sem conhecimento de seus donos (link da notícia aqui) serão manchetes cada vez mais comuns nas páginas de notícias daqui em diante.

E o potencial de prejuízo cresce ainda mais quando se trata de empresas e corporações. A nova onda, que já tratei em artigo anterior, são os sequestros de informações mediante resgate (ransomware). Tudo por meios digitais. Há diversas notícias de sites, aplicativos, empresas que perderam o acesso a suas informações ou simplesmente tiveram os dados de seus clientes acessados remotamente. E quando se fala em dados de clientes não se pode esquecer que, em regra, são dados sigilosos cujo uso pode fazer um estrago psicológico ou financeiro de grande repercussão. Sites de encontros e de empresas de investimentos estão entre as vítimas mais conhecidas.

Aonde vamos parar ainda não se sabe ao certo. Sabe-se apenas que se está indo. A humanidade como um todo caminha para lá. E, ao que tudo indica, os limites ainda estão muito longe de ser atingidos.

Imagem: Stockvault.net

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